AREZZO CONTRATA O ANTIPÁTICO E PRECONCEITUOSO BERNARDINHO

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A nota da Arezzo&Co poderia muito bem passar despercebida, até por ser irrelevante o antipático e preconceituoso ex-técnico da seleção brasileira de vôlei Bernardo Rezende, mais conhecido como Bernardinho, não fosse o fato de que o anúncio da empresa que pretende fincar fileiras no território do fashion e da moda o tivesse contratado para integrar o chamado  “Comitê de Pessoas, Cultura e Governança”. Departamento que, segundo a empresa, presta apoio ao Conselho de Administração para definir estratégias de posicionamento em pessoas e cultura.

Estranho, muito estranho, pois empatia, que é tudo que o técnico não inspira, é justamente aquilo que as marcas buscam para conquistar espaço e consumidores no mercado. Preconceito, por sua vez, é tudo aquilo que o mundo fashion tem procurado combater. São inúmeras as situações de preconceito, autoritarismo e inclusive denuncias de nepotismo, apesar do talento de seu filho Bruno, que rondam a carreira e a vida de Bernardinho ainda que, a todo momento, muitas das vezes tardiamente, tenha procurado se desculpar e explicar seus atos.

Ética, respeito e transparência, nunca é por demais lembrar, são os princípios chaves de uma boa governança, são ferramentas que resultam em imagem e reputação de uma empresa ou grupo de pessoas e é a base de relacionamentos verdadeiramente plurais.

Impossível esquecer as denuncias de Ricardinho, de quem a torcida brasileira sempre foi fã por inspirar justamente empatia, do nepotismo praticado pelo ex-técnico quando o eliminou da seleção para dar lugar ao filho em que pese, é preciso ressaltar, o talento de Bruno.

Impossível também esquecer o comportamento preconceituoso e inadequado do ex-técnico no dia 27 de março de 2019 ao atacar a atacante Tiffany, primeira jogadora transexual a atuar na Superliga Feminina de Vôlei, no jogo em que seu time, o Sesc-RJ, foi eliminado pelo Sesi-Bauru nas quartas de final da competição. “Um homem, é f…!”. Isso porque o ex-treinador da seleção tem dificuldade crônica em assimilar derrotas e com elas aprender. Naquele dia,  a equipe carioca perdeu por 3 sets a 1 e ficou de fora das semifinais pela primeira vez desde que ele havia iniciado seu projeto há 22 anos, tendo chegado à 14 finais consecutivas. Tiffany naturalmente integrava o time adversário, o Sesi-Bauru. 

Em nota para a imprensa, Marco Vidal, diretor Executivo de Gente e Gestão da Arezzo&Co, afirma:  “Acreditamos muito no desenvolvimento e fortalecimento de nossa cultura como alicerce do nosso crescimento. A Arezzo&Co tem uma cultura forte, investimos tempo, estratégia, treinamentos e muita energia para cultivá-la. A chegada de Bernardinho ao Comitê trará uma visão interessante e toda sua experiência em gestão de pessoas engajadas e times campeões, bem alinhados com o nosso perfil: entregadores de resultado, com time unido”.

Então, tá.

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