NA COLÔMBIA, A ÁGUA DO MAR SE FEZ LUZ

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) em meio à pandemia Covid-19, que tem o Brasil como um dos seus epicentros globais, alertou que 840 milhões de pessoas em todo o mundo atualmente não têm acesso à eletricidade e que é preciso urgentemente apoiar iniciativas sustentáveis face ao esgotamento e risco ao meio ambiente que representam os combustíveis fósseis e a queima de madeira. Este foi o ponto de partida que uniu a  startup colombiana de energia renovável E-Dina e a divisão Wunderman Thompson Colômbia do Grupo WPP  para desenvolver um dispositivo que converte água salgada em energia elétrica e está em uso na região colombiana de La Guajira, uma das mais remotas do país, que tem na extração de sal do litoral a sua principal fonte de renda.

E é justamente do sal e da água salina da região, vizinha à Venezuela que, agora, comunidades isoladas estão podendo fazer uso de energia limpa e renovável tendo acesso, pela primeira vez, à noite a iluminação, que estimula uma vida mais saudável, o estudo e o trabalho. 

WaterLight funciona por ionização. A energia elétrica é produzida quando eletrólitos de água salgada reagem com o magnésio dentro do dispositivo. Além de uma fonte de luz portátil, o WaterLight também carrega pequenos dispositivos por meio de uma porta USB. Em situações de emergência, pode ser alimentado por urina.

Wundermann Thompson e E-Dina agora estão oferecendo para organizações não-governamentais e empresas esse inovador produto que é à prova d’água e feito de material reciclável com vida útil prevista de 5.600 horas, podendo ser usado até por três anos em condições ideais.

Em comunicado, o diretor de criação global Wunderman Thompson, Bas Korsten, diz: “A WaterLight demonstra como a sagrada trindade da tecnologia, criatividade e humanidade pode produzir uma ideia genuinamente inovadora – uma que possui o potencial de transformar a vida de milhões de pessoas”.

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