HENRY BOREL E A VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA NO MUNDO

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Esconde-esconde nem sempre é um jogo. Na Noruega, 1 em cada 5 crianças sofre violência em casa, mas metade delas nunca fala sobre isso. É esse o ponto de partida da campanha criada pela agência Hjaltelin Stahl/Dinamarca para Save the Children, a organização não-governamental Salve uma Criança que tem atuação global. A peça publicitária estabelece intenso diálogo com a morte violenta do garoto Henry Borel, de 4 anos, no último dia 8 de março, que teria chegado morto no hospital Barra D’Or, na  Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, levado pela mãe Monique Medeiros e o namorado, o vereador carioca Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. O laudo cadavérico de Henry Borel revelou 23 lesões graves, provavelmente fruto de agressão. Câmeras de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, onde a criança morava com a mãe e o seu namorado, mostram que naquele domingo o menino foi entregue bem e com vida pelo seu pai, Leniel Borel, com quem passara o fim de semana. Mãe e namorado encontram-se presos, suspeitos do crime. 

Monique Medeiros e Dr. Jairinho estão presos e são os principais e únicos suspeitos do crime cometido contra a criança. Depoimentos tomados pela polícia, no processo que apura a morte de Henry Borel, apontam que o vereador Dr. Jairinho tem um histórico de agressões à crianças, corroborados pelo depoimento da babá de Henry Borel. 

O garoto Henry Borel, de 4 anos/Foto: Reprodução do Instagram

O advogado do vereador que se elegeu com um discurso de ódio no último pleito, atacando as políticas de gênero que visam romper com os preconceitos contra a mulher e a população LGBTQIA+, nega, como de praxe nestes casos, as acusações. O fato, porém, é que o garoto de 4 anos está morto e o laudo cadavérico aponta 23 lesões graves como causa da morte e estas não são compatíveis, por exemplo, com um acidente doméstico, como uma queda, que chegou a ser apontada como causa pela mãe de Henry Borel, Monique Medeiros. 

O insistente pedido de um atestado de óbito pelo vereador no hospital gerou suspeita, que o laudo cadavérico veio a transformar em evidência comprovada de agressões. O Solidariedade, partido pelo qual Dr. Jairinho se elegeu, o afastou, mas a Câmara Municipal do Rio de Janeiro ainda não cassou o seu mandato apesar das evidências de que teria cometido um crime contra a vida de um indefeso, uma criança.

Jairo Souza Santos Júnior/FOTO: SISTEMA PRISIONAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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