A PELE QUE HABITO É #MUITOMAISDOQUEPELE

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A pele nos envolve, nos empresta cor e presença no mundo. É o lugar que habitamos, gatilho para filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, de 2010, que tem muito a ver com nossas ações e reações no mundo, os nossos mais íntimos dramas, está à flor da pele. Quem já passou pela adolescência ou ainda vai passar logo aprende que espinhas tiram qualquer um do sério. E invariavelmente tentamos nos livrar delas, esprememos e imaginamos que, como um vulcão em erupção, serão expelidas. Nada feito, deixam as marcas e delas tentaremos nos livrar. É esse o ponto de partida da campanha publicitária de Differin, da Galderma, criada pela agência Deutsch New York para  “Acne Aftermath”, que promete colocar fim ao problema. Só que a pele exige mais e por períodos mais longos. 

La Roche Posay, concorrente de Galderma na oferta de produtos dermatológicos, entra em campo. Em 2020, fechou parceria com a GlobalSkin, uma organização sem fins lucrativos composta por associações de pacientes dermatológicos do mundo inteiro. Tanto GlobalSkin quanto La Roche-Posay compartilham os objetivos de promover a dermatologia e fortalecer a voz dos pacientes. A GlobalSkin desenvolveu um projeto de pesquisa global inovador, a Pesquisa Global de Impacto em Pacientes de Doenças Dermatológicas que acabou por ser o ponto de partida, 16 anos depois de uma primeira pesquisa, de um movimento, “#muitomaisdoquepele (#skinismorethanskin), que pretende mostrar que as cerca de 1,9 bilhão de pessoas com problemas de pele no mundo não estão sozinhas. Podem compartilhar com outras, usando a hashtag, suas histórias e experiências.

 A pesquisa resultante da parceria detectou, por exemplo, que 50% dos pacientes com acne se auto isolam,  79% dos que apresentam dermatite atópica faltam ao trabalho,  46% dos que apresentam acne estão sujeitos a desenvolver depressão grave,  47% a 60% dos pacientes com eczema: relatam noites sem dormir 80% dos pacientes sofrem de efeitos colaterais na pele durante tratamentos de câncer e  50% das pessoas com dermatite atópica sentem-se estigmatizadas pela sociedade. É, portanto, um problema sério a ser enfrentado.

Por isso, em ambas as campanhas, a preocupação e o objetivo é o mesmo: devolver a autoestima dos consumidores, sempre procurando uma solução para as terríveis marcas da pele, ou mesmo o seu envelhecimento, que move rios de dinheiro por ano e estimula mais e mais pesquisas. Lancôme, Avon, Mary Kay, Natura, O Boticário, ninguém quer ficar de fora desse mercado. Todos querem habitá-lo como a pele que habito. Afinal é a pele que nos envolve e nos torna envolventes. É  #muitomaisdoquepele. 

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