PESSACH OU A SOLIDÃO DE QUEM NÃO TEM UM PRESIDENTE

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Mensagem de Pessach da diretoria da ASA

O Brasil atinge oficialmente na última semana de março os 300 mil mortos por Covid-19, por isso a ASA – Associação Scholem Aleichem presta solidariedade em meio a tanta dor e revolta.

Às vésperas do Pessach, no entanto, o desalento de mais de 12 milhões de casos no País opera em nós uma força que é, ao mesmo tempo, consternação pelas pragas em sequência e esperança de nos vermos livres também da que governa ajudando a propagar o vírus.

O presidente da República tem pelo povo brasileiro o mesmo desapreço que o faraó por seus súditos. Conta a Hagadá de Pessach que a décima praga, ao proteger o povo de Israel, ceifou as vidas dos primogênitos do Egito Antigo, levando o monarca a voltar atrás e libertar os hebreus da escravidão. Infelizmente, durante a pandemia não bastaram severas denúncias contra o mandatário da Nação e seus quatro cabotinos.

Na impossibilidade de realizar mobilizações populares para não provocar aglomerações, nossas expectativas pairam sobre duas ações judiciais que revelam o desinteresse com que o Governo trata a evolução da pandemia, desde o início. A primeira foi protocolada no Tribunal Penal Internacional, pelos descuidos no atendimento aos povos indígenas, de quem até água potável foi retirada dos insumos fornecidos pela Funai.

Já na segunda ação, o subprocurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União – órgão do Congresso Nacional – solicita o afastamento temporário do presidente dada a inaptidão dele para cuidar da vida humana.

Temos certeza de que não recuperaríamos o rumo com uma simples e imediata troca de comando, pois assumiria alguém que compartilha dos mesmos princípios e atitudes. Mas o desejo da liberdade nos traz a urgência da luta, ainda que a travessia deste deserto se estenda por 40 anos. O governante brasileiro age à maneira criminosa do faraó, com indiferença, desprezo, falta de empatia.

Por isso, reafirmamos em mais este Pessach que “Só seremos livres quando todos forem livres.”

Chag Sameach!

 

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