DIA MUNDIAL DO CIRCO: CHUMBREGA BRILHA NAS ESTRELAS!

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No dia 3 de agosto de 2020, as cortinas da alegria se fecharam. O palhaço Chumbrega morreu, aos 77 anos, vítima da Covid-19 e hoje é um dos brasileiros que integra a triste estatística de mais de 300 mil vidas perdidas pelo descaso e a lentidão do governo federal em enfrentar um problema que devasta o Brasil. Chumbrega partiu de um hospital de Jundiaí para as estrelas, deixou de legado a sua contagiante alegria e o amor ao circo. Hoje, Dia Mundial do Circo, é à Chumbrega que rendemos homenagem resgatando um belo ensaio fotográfico do brilhante profissional Paulo Pinto e a elegância e sensibilidade de seu relato, quando o coração de Athos Silva Miranda pulsava e irradiava alegria no picadeiro.  

 

Uma vida dedicada ao Circo

Texto e fotos Paulo Pinto/Fotos Públicas

 …um dia vou deixar o circo, mas o circo jamais sairá de dentro de mim.

Assim Athos Silva Miranda, ou Chumbrega, externa o seu íntimo desejo.

Athos aos 73 anos , é a terceira geração de artista circense, cuja origem vem de avós romenos e austríacos, ou seja, traz no sangue a estirpe de uma família que nasceu para o espetáculo, para levar alegria e entretenimento de norte a sul , de leste a oeste, viajar pelo mundo.

Desde o trapézio ao malabarismo onde começou sua trajetória, Athos com o tempo transformou-se no palhaço “Chumbrega”, aquele que faz rir, que faz cada um sentir-se criança, com sorriso aberto, franco, descontraído.

Hoje no circo Stankowich, a família de Athos já está na quinta geração de artistas, seus filhos e netos já se incorporaram ao picadeiro, os netos ainda timidamente, mas com sangue e alma circense esse legado vai se perpetuando.

O Palhaço segundo Athos (Chumbrega) é o agente da alegria do entretenimento, do bom humor. Fazer palhaçada é para aqueles profissionais que dedicam uma vida a essa arte, essa mesma arte, que os torna conscientes de seu trabalho, é de onde sai o seu sustento, o picadeiro. Esse mesmo picadeiro que não aceita rancores, dores, lamentos. Esse picadeiro só cobra uma coisa desse artista, alegria, e não alegria contida, e sim a alegria compartilhada.

A vida de um artista de circo nem sempre é colorida, mas embaixo da lona no picadeiro as cores aparecem, brilham, e essa é a mágica do palhaço do ator. Um livro só é bom quando você consegue ler e os ensinamentos que ele contém, você consegue passar aos outros e assim ele se multiplica, se dissemina. “…sou criança, sou vida, sou o instante de alegria que todos querem partilhar. Sou poeta sou cantor, sou sorriso e sou ator. Sou delas um pedaço, sou para elas um simples palhaço. Esse é “Chumbrega” ou melhor, Athos aquele que distribui alegria.

São Paulo 25/02/2016 Athos Silva Miranda, palhaço “Chumbrega” FOTOS PAULO PINTO/FOTOS PUBLICAS
…um dia vou deixar o circo, mas o circo jamais sairá de dentro de mim.

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