A FAIXA DIZ TUDO. DISPENSA LEGENDA, MAS MERECE ACRÉSCIMO.

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Por Carlos Franco

A faixa estendida na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, ex-capital do Estado do Rio de Janeiro, e que voltou a circular nas redes sociais neste histórico dia 23 de março de 2021, diz tudo sobre o dia de hoje, mas merece acréscimo. A  máscara de imparcialidade, criada por uma mídia sem responsabilidade com o país, mas apenas com os interesses de suas mais sórdidas elites, que foi emprestada a um medíocre ex-juiz de Província, caiu por terra, mas quem está pagando a conta é o Brasil, as brasileiras e brasileiros, hoje mergulhados num dos momentos mais sombrios da história.

Sergio Moro não envergonha apenas o Direito, e aí vai o acréscimo de que mencionamos no título:  envergonha o reino mitológico de Thêmis. A  deusa que, com sua balança simboliza o Direito, e que, mais uma vez foi estuprada em sua passagem pela Terra, indo se refugiar no infinito Olimpo, mesmo que deixando de legado a sua imagem. Então, deixa também, ao se fazer presente, ainda que ausente por tanto tempo, a esperança de que volte a  imperar e que a espada, da qual nunca foi portadora na mitologia grega, ainda que figurativamente, decepe a cabeça de seus algozes.

Quanto à mídia, esta buscará, como de praxe, outro  medíocre para jogar seus holofotes e continuar sustentando a farsa da qual foi benevolente arquiteta. O piauiense Kassio Nunes Marques, pela sua baixa estatura de argumentação, demonstrada neste dia em sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), que concluiu pela parcialidade de Sergio Moro nas condenações, sem provas, ao brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, é forte candidato ao posto.

Basta ao magistrado se comportar, não como jurista,  que deve juramento à Thêmis, mas como bom menino dos interesses que não raramente se conjugam contra o Direito, o Estado de Direito e o Brasil, os brasileiros e as brasileiras, inclusive os e as piauienses em nome de um tal MERCADO, onde se escondem justamente os algozes de Thêmis. Por vezes, numa tentativa falsa, o tal POVO em nome do qual até pesquisas de ocasião são compradas e encomendadas, afinal o tal MERCADO tem que girar, ainda que para alguns a terra seja plana. E aqui me lembro do título de um livro de um ex-colega de redações, Ricardo Lessa, e que encerra importante pergunta, afinal: “E a que horas vem o POVO?”.

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