HOJE É DIA DO CONTADOR DE HISTÓRIAS. DIA DE ENCANTAR.

0

As palavras sempre tiveram o poder de nos transportar para outros universos, das pessoas dos animais e de lugares que provavelmente nunca iremos, mas o fato é as palavras têm o poder de nos emocionar, de nos transportar como veículos mágicos, sem ser preciso sair do lugar e, melhor, em tempos de pandemia Covid-19, do conforto e segurança de nossas casas, para todo e qualquer lugar. É desse reino de encantamento que surgiram os contadores de histórias.

Homens e mulheres, crianças e adultos que, desde tempos imemoriais, exercem importante papel na formação cultural, política e econômica do mundo, pois sem a tradição oral nenhuma das áreas do conhecimento teria se desenvolvido até que todos, ou ao menos a maioria, aprendesse a ler e a escrever e as grandes bibliotecas do mundo fossem criadas. Ainda assim, é na contação de histórias, como as de pescador ou as de receitas culinárias, que abrimos os olhos para o mundo. São esses contadores de histórias a alma da história. 

Em 1991, a Suécia decidiu, para marcar a primavera, criar um dia para homenagear o contador de história e a data se espalhou pelo mundo. Hoje, portanto, são inúmeras as programações, por força da pandemia, oferecendo histórias, pode-se ver os filmes ou mesmo aproveitar o ensejo para contar uma história, e assim manter viva essa tradição.

Um dos maiores símbolos de contação de histórias é o livro As mil e uma noites, que narra contos e lendas de origem árabe. Esta obra de criação coletiva ganhou milhares de edições, filmes e montagens teatrais ao redor do mundo e também versões em quadrinhos, como uma publicada pela editora L&PM que traz o seguinte resumo: “Tudo começou com um homem traído. Um homem poderoso. Um sultão. Para nunca mais sentir a dor da traição, ele tomou uma resolução drástica: casar-se com uma mulher diferente a cada noite e matá-la na manhã seguinte. E assim é feito. Mas eis que um dia sua noiva é Sherazade. Ela não é uma mulher qualquer. É a maior contadora de histórias de todo o reino. Para continuar a ouvir seus relatos maravilhosos, o sultão é obrigado a adiar sua execução por uma noite. E depois outra. E depois outra…”.

As origens de As mil e uma noites remontam ao final do século IX, na cidade de Bagdá. Desde então, muitas histórias foram acrescentadas à saga narrativa de Sherazade, tornando o livro um dos mais abrangentes registros disponíveis do folclore em língua árabe. Nesta adaptação para os quadrinhos, estão presentes alguns dos mais célebres contos do grande clássico da literatura popular do Oriente Médio.

E em homenagem ao contador de histórias você assiste aqui a forma divertida e educativa com que os personagens Quintal da Cultura narram a história de Sherazade e do sultão, que resultou em contos encantadores. São seus personagens tradicionais, como Sherazade são aqui apresentados de forma lúdica.

 

Share.

About Author

publicitta

Leave A Reply