TÂNIA MALHEIROS ABRE A CAIXA-PRETA DA ENERGIA NUCLEAR NO BRASIL

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Tânia Malheiros, a jornalista que mais conhece de energia nuclear no Brasil, vencedora de inúmeros prêmios por revelar segredos que militares trancafiam à sete chaves, expressão de tempos primitivos para realçar segredos absolutos a que poucos teriam acesso, acaba de lançar, em versão e-book, para ser lida em plataformas digitais, o livro “Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear”, que traz informações sobre fatos exclusivos do impresso como o esgotamento das piscinas onde estão depositados os combustíveis usados (urânio queimado) das usinas Angra 1 e Angra 2. Informa também sobre a polêmica construção das Unidades de Armazenamento a Seco (UAS) para armazenar o material altamente radioativo que pode ser reaproveitado como plutônio, se um dia o governo brasileiro decidir; e o projeto de construção do depósito definitivo para o lixo atômico (rejeitos) produzidos no Brasil. E a saga de construção de Angra 3; e suas dívidas bilionárias nos cofres públicos.

“Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear”, avança e aprofunda nas informações e documentos reunidos pela autora em suas duas primeiras publicações sobre o tema: “Brasil, a bomba oculta” (1993) e “Histórias secretas do Brasil nuclear” (1996). Este novo livro atualiza a história secreta do enriquecimento de urânio no Centro Experimental de Aramar, da Marinha e os negócios com Iraque e China, na época da Ditadura.

A tecnologia do enriquecimento – dominada por seletos países e que levou o Brasil a ingressar no restrito Clube do Átomo – foi repassada à estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB). O fato havia sido previsto em matérias da autora há mais de 20 anos.

O livro, de 380 páginas, informa também sobre o domínio do reprocessamento de urânio, que leva à produção de plutônio – outra opção de combustível para alimentar a bomba atômica.

No campo das usinas nucleares, há cerca de duas décadas, a projeção era de que a unidade atômica Angra I funcionaria somente até 2018. Hoje, porém, Angra I está sendo preparada para ter vida útil prolongada por mais 20 anos. Só nos últimos cinco anos foram investidos US$ 27 milhões na modernização do empreendimento.

Continua sem solução, uma dívida da empresa suíça Nuexco com o Brasil, contraída há 20 anos, envolvendo o fornecimento de urânio ao Canadá.

Algumas revelações de Tania foram, inclusive, noticiadas no The Times londrino. O assunto da energia nuclear não se esgota e envolve múltiplos interesses, envolto em pressões internacionais.

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AUTORA – Tânia Malheiros – Escreve sobre energia nuclear desde 1986. Seu primeiro “furo” nessa área foi pela Folha de S. Paulo, com a revelação de vazamento de radiação na usina nuclear Angra I; a existência das contas secretas “Delta”, entre outros. No jornal O Estado de S. Paulo, foram seis anos com reportagens exclusivas, entre elas, denúncias de altos índices de radiação na Usam. No Rio, trabalhou também em O Globo e na Agência Estado/Broadcast. No Jornal do Brasil, em janeiro de 1996, revelou acidentes com radiação no Centro Experimental Aramar, o que lhe valeu o Prêmio Esso de Jornalismo na categoria “Científica, Tecnológica e Ecológica”, em 1997. Atualmente, escreve para o Blog (https://taniamalheiros-jornalista.blogspot.com).

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