MÔNICA MATARAZZO, A TRANS BRASILEIRA NA EUROPA

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Mônica Matarazzo, nome social escolhido e respeitado por seus familiares, amigos, sociedade, 45 anos, é uma reconhecidíssima designer de interiores na Europa, influenciadora do mercado de luxo e turismo, e modelo. Desde criança, essa paranaense sempre sonhou com homens e mulheres bonitos ao seu redor. Ela imaginava que para ter um namorado bonito ela tinha que ser uma mulher bonita. Sempre brincou com as meninas de bonecas, pintava as unhas e maquiava as amigas e a ela mesma, o que, para ela, era normal, sem culpa alguma perante a sociedade ainda que tivesse nascida menino.

Mônica Matarazzo nasceu em Formosa do Oeste, no Paraná, morou muitos anos em Londrina, São Paulo e, sempre em busca de independência econômica dos pais, estudou em uma escola de padres, onde fez marcenaria, pois sempre gostou de trabalhos manuais, para garantir que poderia trabalhar para ter seu dinheiro, essa era a imposição de seus pais, na época.

Começou a trabalhar com 13/14 anos, pois seu sonho era ter uma casa grande com piscina, ser alguém importante na sociedade, onde no Brasil, há 25 anos, pelas suas escolhas, a sociedade criminalizava os transexuais. Vendo travestis e como eles se moldavam e se vestiam, pensou sim, em fazer a cirurgia de resignação sexual, mas isso, ainda nova. Depois, esse querer passou e assumiu seu corpo como deveria ser. Fez cirurgias plásticas, tomou hormônios e fez-se seu sonho de transmutar o corpo para ser feliz.

Com apenas 19 anos, Mônica deixou Londrina, onde morou boa parte da sua vida de criança e adolescente, e rumou para o Velho Continente, carregando sonhos, conquistas e adaptação ao seu novo ser, com o qual se identificava de verdade. Chegou à Europa em 1993 e começou a trabalhar em casas de espetáculos, os antigos cabarés. Pouco tempo depois, conseguiu regularizar a sua situação e obter os documentos estabelecendo-se na Itália, em Seriate, província de Bérgamo, a 50km de Milão, capital da moda.

A sensação que Mônica sempre teve em relação a sociedade em que vivemos é a de que, para você SER você precisa TER e, ela começou a conquistar seu espaço, ser reconhecida pelo seu trabalho de designer de interiores, conseguiu vencer na vida, transformar seus sonhos em realidade, conquistar bens imóveis, o que dá a ela, um prazer e um orgulho para si mesma. E ela está certa! Temos que ter orgulho de nós mesmos, de nossas conquistas!

Casada há três anos, Mônica Matarazzo aproveita os finais de semana para viajar com seu marido, onde já conheceram várias cidades da Itália e países como: França, Suíça, Portugal, Alemanha, entre outros, além de fazer trabalhos, como modelo, para várias marcas da Itália e do Brasil, e participou do último Milano Fashion Week.

Em 2020, antes que a pandemia Covid-19 ganhasse corpo, a Milano Fashion Week aconteceu na última semana de fevereiro e contou com mais de 50 desfiles de 152 grifes que apresentaram as tendências da moda feminina outono/inverno 2020/2021.

Verdade seja dita, a maior parte dos desfiles e eventos são fechados ao público e, Mônica foi convidada e, para ela é motivo de grande orgulho e uma honra ter sua participação neste evento. Seu desejo, agora, quando a pandemia passar, é ser convidada para os desfiles da Dolce & Gabbana, a sua grife favorita.

Mônica também é muito requisitada para entrevistas e matérias e estes são, alguns veículos que já saíram notas sobre ela: Veja – Brasil, Estadão – Brasil, Uol – Brasil, Agência Globo – Brasil, SAPO Lifestyle – Portugal, Avessa – USA, e mais de 60 revistas ao redor do mundo.

Amante de carros e de mobiliários de designers famosos ela ama estar no meio do luxo, do bom gosto e de marcas boas e caras, mas, sem ostentação, simplesmente porque gosta e pode ter, pela vida estável que conquistou. Seus sonhos foram e ainda são uma doce conquista para Mônica Matarazzo que compartilha diariamente a sua vida no Instagram.

É assim que Mônica Matarazzo ajuda a diluir o preconceito em torno da transexualidade que só incomoda aqueles que não sabem viver num mundo onde os diferentes também têm vez ou que tenham deixado de lado os verdadeiros valores cristãos do amor e do respeito ao próximo, a matéria-prima da qual somos feitos.

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