L’OCCITANE PEDE CONCORDATA NOS EUA

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Sinônimo dos aromas do Mediterrâneo, L’Occitane en Provence acaba de pedir concordata nos Estados Unidos. A queda nas vendas com a pandemia Covid-19 e o aumento dos negócios online levaram a operação americana com 166 lojas em 36 estados a acumular dívidas de mais de US$ 160 milhões, das quais US$ 15 milhões em aluguéis atrasados. Com o pedido de concordata e o início da recuperação judicial, a empresa visa livrar-se de 23 contratos de locação onerosos. L’Occitane também pretende rever sua atuação diante da queda de 56% nas vendas nos Estados Unidos.

Fundada em 1976 pelo então estudante de literatura Olivier Baussan com a venda em feiras na Provence, a região que abriga os Alpes Marítimos e a famosa Côte D’Azur, a costa azul da França, a empresa começou vendendo óleos essenciais de alecrim que Baussan destilava usando alambique antigo, comprado de segunda mão. Diante do sucesso, o jovem empresário comprou os equipamentos de uma antiga fábrica de sabonetes de Marselha, região até hoje conhecida por este produto, e, com o suporte de antigo funcionário da fábrica fechada, iniciou sua produção fazendo uso de produtos absolutamente locais e naturais, como o famoso azeite de oliva da região. O resultado foi imediato. Fez sucesso resgatando também antigas embalagens que ainda estavam em suspensão na cultura local. É como quando temos acesso às antigas embalagens de Phebo, no Brasil, e reavivamos nossa memória visual e olfativa.

Não demorou para Bassan atrair investidores e partir para lojas físicas, depois a expansão global, que, agora, a pandemia cobra seu alto preço. Mas L’Occitane por sorte conquistou seu espaço no mundo da cosmética, construiu uma sólida marca e tem capital para ingressar no universo online que promete tomar conta dos negócios a partir de agora.

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